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O escritório também é especializado em serviços de consultoria de legislação urbanística voltada para planos diretores, urbanização de favelas e projetos de arquitetura.

PUB-Rio – O sistema de planejamento

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outubro 21st, 2012

O sistema se apoiava em três bases principais. O planejamento propriamente dito, da própria secretaria, a modernização administrativa e o orçamento. Nessas reuniões, discutíamos com os subsecretários e saíamos a proposta de orçamento anual. Recebíamos das secretarias os anseios e nestas reuniões eram estabelecidas as prioridades.

Hoje não existe mais esse diálogo entre secretarias. Existe uma assessoria de planejamento junto ao prefeito mas que é feita pelo secretário de governo, mas que é política, nada tem a ver com sistema de planejamento. O orçamento foi para a secretaria de Fazenda, o que é um erro. É um órgão que planeja o orçamento e que o executa. O ideal é ter as duas funções claramente separadas. Os recursos humanos foram para a secretaria de Administraçãoo, que acaba ficando assoberbada pelos problemas administrativos e de pessoal, então não se pensa mais em modernização.

A secretaria de Planejamento achou que era hora de se fazer um novo plano urbanistico para a cidade do Rio. Tínhamos um de 1930 – o Agache – e outro de 1965 – Doxiadis. Tirando esses dois, nada mais foi feito.

Com a prefeitura começando em 75, partimos em 76 para elaborar esse plano. O que tinha de original em relação a outros planos urbanísticos: foi feito exclusivamente por funcionários públicos da secretaria. Não foram contratadas consultorias externas, técnicos… Os únicos serviços terceirizados foram pesquisa de opinião pública, junto ao Gallup, e a gráfica para fazer a impressão do plano.

A vantagem desse modelo foi que não sofremos influências de interesses particulares, que normalmente acontece com as consultorias.

Um ponto importante: o Plano Agache saiu da cabeça de uma só pessoa. O Doxiadis de uma equipe grande, mista, com parte de técnicos do estado e a grande maioria da equipe, do escritorio grego do Doxiadis.

O Plano Piloto de Brasília que tinha sido feito antes, saiu também de uma cabeça única. O Lucio Costa desenhou o croquis colorido… Não tratou como planejamento urbano, quase que o plano foi um plano desenhado, um design.

Nós procuramos fazer equipes multidisciplinares com economistas, geógrafos, geólogos, sociólogos, antropólogos… Para nos subsidiarmos de elementos técnicos para levar adiante o plano, fizemos um seminário para o qual convidamos, em palestras, pessoas com contribuições relevantes, como um grande sociólogo, que faleceu recentemente, Gilberto Mendes. Ouvimos também os secretários estaduais, pela influência da região metropolitana na cidade, além de representantes de alguns órgão federais que nos interessavam, como o Geipot (transportes), Ebtu, Funtren… (confirmar os órgãos)

Obtivemos subsídios externos aos nossos conhecimentos internos na prefeitura para nos situar melhor em termos nacionais, como planejadores.

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